Em Magé, a gente vê com frequência que a umidade residual da Baixada Fluminense e os solos de alteração de gnaisse complicam qualquer base de pavimento. O ensaio CBR executado com imersão por quatro dias entrega o dado que falta para dimensionar camadas de reforço do subleito antes de lançar asfalto ou concreto. Acompanhamos a coleta de amostras indeformadas em campo, pesamos o molde cilíndrico e controlamos a compactação na energia Proctor especificada, seja Normal ou Intermediária, conforme o tráfego previsto.
Para obras maiores, que exigem correlação com a resistência de ponta, o ensaio CPT ajuda a mapear horizontes compressíveis sob o greide, enquanto a granulometria confirma a fração de finos que altera a expansão medida no CBR.
Um CBR executado sem controle de imersão em Magé pode mascarar expansões de 5% que rompem a capa asfáltica na primeira estação chuvosa.
Particularidades da região
O prensa CBR que operamos em Magé usa um anel dinamométrico calibrado com resolução de 0,01 kN e um extensômetro de 0,001 polegada para leitura da penetração. O detalhe crítico está na montagem do corpo de prova: o soquete automático garante altura de queda constante de 457 mm, mas se o operador não raspar a camada entre golpes, a densidade final fica heterogênea e o índice de suporte sai mascarado. A expansão é lida com defletômetro durante os quatro dias de imersão, e basta uma variação de temperatura na água do tanque para alterar a cinética de inchamento. Em solos micáceos de Magé, comuns nas encostas da serra, esse erro pode significar um CBR de projeto 3 pontos percentuais acima do real — suficiente para subdimensionar a base e gerar afundamento de trilha de roda em menos de dois anos.
Perguntas e respostas
Qual o custo de um estudo CBR para projeto viário em Magé?
O valor do ensaio CBR completo, incluindo compactação e expansão para um ponto de coleta, varia entre R$430 e R$700. O preço final depende da quantidade de pontos amostrados e da energia de compactação escolhida.
Quantos pontos de coleta são necessários para um loteamento em Magé?
Recomendamos um furo a cada 100 metros lineares de via, com alternância entre eixo e borda. Em Magé, onde o solo muda bruscamente entre aluvião e residual de gnaisse, reduzimos esse espaçamento para 50 metros nas transições de relevo.
O ensaio CBR mede a expansão do solo?
Sim. Durante as 96 horas de imersão, o corpo de prova fica submerso com uma sobrecarga padrão e um extensômetro registra a variação de altura. A expansão percentual é um parâmetro crítico para subleitos argilosos como os encontrados na Baixada Fluminense.
Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ?
O CBR de laboratório é determinado em amostras compactadas na energia e umidade de projeto, enquanto o CBR in situ é medido diretamente no subleito natural com penetrômetro dinâmico. Para dimensionamento de pavimento, a norma brasileira utiliza o valor de laboratório.
O relatório do CBR já inclui o dimensionamento do pavimento?
O relatório padrão entrega o valor de CBR e a expansão. Se o cliente solicitar, anexamos o dimensionamento completo do pavimento pelo método do DNIT, com definição de espessuras de todas as camadas e memorial de cálculo.