A falha mais comum em obras de terraplenagem na região de Magé é confiar que o número de passadas do rolo compressor garante a compactação. O solo residual de gnaisse que predomina nos morros e a argila orgânica das baixadas do fundo da Baía de Guanabara respondem de forma completamente diferente à energia de compactação, e sem um ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia a obra caminha às cegas. Já acompanhamos aterro para galpão logístico em Piabetá que precisou ser recompactado porque o fiscal da concessionária exigiu o laudo com grau de compactação acima de 95% do Proctor Normal — e o ensaio de cone de areia mostrou 89% na primeira campanha. O método normalizado pela ABNT NBR 7185:2016 é o que traz a evidência física indiscutível para liberação de camadas, seja em base de pavimento, fundo de vala ou maciço de contenção.
Em Magé, o contraste entre solo residual de gnaisse e argila de baixada faz do cone de areia o único método que entrega o grau de compactação com rastreabilidade metrológica completa.
Marco normativo
ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, DNER-ME 092/94 — Solo — determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR ISO/IEC 17025 — Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração
Perguntas e respostas
Qual é o custo do ensaio de cone de areia em Magé?
O valor do ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em Magé fica entre R$240 e R$370 por ponto ensaiado. A variação depende do deslocamento da equipe até o canteiro (distritos como Suruí ou Santo Aleixo costumam ter custo adicional de km), do número de pontos contratados na mesma campanha e da necessidade de ensaio de compactação Proctor de referência em laboratório.
Com qual frequência deve ser executado o ensaio de cone de areia durante a terraplenagem?
A prática recomendada em obras de Magé é realizar um ensaio a cada 100 a 150 m³ de material compactado, por camada, respeitando um mínimo de 3 pontos para áreas inferiores a 500 m². Em subleito de pavimento, a ABNT NBR 7185 sugere um ponto a cada 20 m lineares por faixa de rolamento, alternando bordas e eixo.
O ensaio de cone de areia pode ser feito em solo com brita?
Pode, desde que o diâmetro máximo da partícula não ultrapasse 50 mm e a cavidade escavada tenha no mínimo 1400 cm³. Em Magé, muitos aterros usam solo-brita de jazida local com pedregulho de gnaisse; nesses casos, fazemos a escavação com diâmetro maior e peneiramos o material para corrigir a massa específica aparente seca considerando a fração graúda.
Qual a diferença entre o cone de areia e o frasco de areia?
O frasco de areia é o nome popular do método, e o cone de areia é o dispositivo acoplado ao frasco que permite a transição controlada da areia calibrada para a cavidade. A ABNT NBR 7185:2016 especifica o conjunto frasco+cone como um único aparato, e a calibração da massa específica aparente da areia é feita com o cone acoplado para descontar o volume de areia que preenche o funil cônico.